
Vendo sua presença no mercado de smartphones cada vez mais ameaçada, a RIM por pouco não recorreu ao grande concorrente Android. Thorsten Heins, CEO da companhia, que normalmente é bastante otimista, revelou que em dado momento chegou a pensar seriamente em produzir aparelhos com o sistema operacional do Google.
Os números comprovam o declínio da empresa, que coincide curiosamente com a administração do executivo alemão. As ações caíram de US$ 140 (R$ 380) para US$ 7,25 (R$ 14,50), o número de empregados diminuiu de 20 mil para 11 mil, e a RIM atualmente é apenas a sexta mais popular entre todas as fabricantes de aparelhos celulares. Um dia já foi a segunda. Apesar de dizer que a empresa “não está em crise”, Heins admite que pensou em fazer uma mudança drástica dos seus planos.
“Tomamos uma decisão consciente de não adotarmos o Android. Pensamos seriamente nisso, mas se melhorarmos ainda mais o BlackBerry para a nossa base de usuários, acreditamos que podemos fazer as coisas darem certo. Se quisermos nos modernizar e entrar no mercado de games e mídia, precisamos nós mesmos fazer alguma coisa e não adotar uma solução pronta”, explicou em entrevista ao jornal Telegraph.
Esta nova solução proposta por Heins é justamente o BlackBerry 10, novo sistema operacional que a companhia deve implantar em 2013. Segundo o CEO da RIM, o momento é de confiança neste novo projeto. Afinal, ele pode ser um grande diferencial em seu mercado, que conta com 80 milhões de usuários.
“Não temos como competir com caras que fazem 60 aparelhos por ano. Temos que nos diferenciar e focar na plataforma. O BlackBerry 10 tem diversas opções que podemos aproveitar. Estamos pensando bem, com muita cautela, para implantarmos tudo corretamente. Temos que fazer um modelo em termos técnicos e também financeiros”, observou.
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