O nível de exigência de um gamer moderno
fonte: Exclusivo Nowloaded

Seguindo uma ótima sugestão do colega RaulWii, trago um questionamento sobre as exigências cada vez mais frequentes no universo gamer, como reagimos as novidades hoje e ontem, como lidamos com as frustrações, enfim, acompanhe comigo.
A primeira, e notável, mudança no cenário de jogos foi na ascensão da era Playstation, saimos dos jogos 2D, das trilhas simples, do gameplay "pulo-obstáculo-atiro" para imergir no universo 3D, das trilhas compostas e do gameplay sofisticado. Tudo era muito fantástico. Eu, por exemplo, ficava tremendamente satisfeito em assistir uma CG jogando um Final Fantasy, lendário por tal feito. Na verdade, era animador ser interrompido pela beleza das sequências cinematográficas. E as cenas em anime de Megaman X4? A abertura de RE 2? Alguém pode se perguntar: mas que banal, como alguém poderia se empolgar com apenas o fato da existência de uma sequência cinematográfrica? Pois é.
E evoluímos até chegar ao atual cenário de hoje. Se antigamente a avaliação da experiência de se jogar um jogo era avaliada pelos detalhes, pela sutileza do rompimento de pequenas barreiras tecnológicas e narrativas anteriores (por exemplo: narrativa - nascimento do Survival Horror, tecnológica - poder movimentar a câmera) e na simplicidade da mudança de gameplay, hoje a conta parece ser muito mais fria: Gráficos + Gameplay + Trilha + História + Tecnologia = jogo bom ou ruim. Simples assim. Uma soma de atributos frios. Sem emoção. Em muitas rodas, um jogo com gráficos não-atuais não tem a chance de ser aproveitado.
Talvez a constante busca por melhorias gráficas, melhorias superfíciais diversas e a falta de vivência com as limitações do passado por parte da nova geração, tenha feito dos gamers mais novos um tanto quando desatentos para os detalhes da experiência de gameplay e, por que não, muito mais mimados. Enquanto alguns jogos apenas divertem com tramas rasas, outros empolgam e entregam uma experiência fantástica. Bioshock, por exemplo, poderia falar horas e horas de Bioshock, de sua atmosfera intrigante, dos detalhes do cenário, da sutileza na forma de contar a história. Bioshock é um clássico da atual geração, mas será que ele é lembrado pela sutileza e maestria de seus detalhes? Será que Dead Space é lembrado por seus detalhes ou pelos seus sustos gratuitos? Assassins Creed é lembrado pela sua sutileza arquitetônica, pelos impressionantes detalhes do cenário, pela assombrosa inteligência artificial ou é lembrado apenas como o GTA do passado?
É a pergunta que fica no ar. Estão sabendo aproveitar bem os jogos os atuais gamers? Ou estão tão apresados em cobrar novas tecnologias, novos gameplays, novos gráficos que estão esquecendo ou não enxergando as fantásticas já existentes? Independente da resposta, é na atenção aos detalhes, nas sutilezas que surgem as melhores experiências de gameplay.
Não concorda?
Por Ghostmaker
Este post foi editado por Ghostmaker: 15 de março de 2012 - 01:07:34






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